26/4/07
Sê Fiel até a Morte
Sempre digo, que não vi pessoalmente Paulo, João e outros discípulos. Mas vi pessoalmente meu avô José Manhães, que exerceu uma grande influência de fé em minha vida.
Homem que ao amanhecer estava com sua enxada na mão e lá na roça se ajoelhava e orava bem cedinho. Quando você for a Serrinha, em Campos, no Rio de Janeiro, vai conhecer a igreja que ele construiu ali naquele lugarejo.
Sempre que íamos a Serrinha, era uma alegria muito grande pelas suas brincadeiras infantis à noite. Lá não tinha energia elétrica, e só nos restava brincar e ouvir suas histórias. Ele era muito moleque. Uma companhia inesquecível. Quando chegava a hora de voltarmos, ele chorava. Eu perguntava por que estava chorando e ele dizia: “Porque agora vocês têm um cinema dentro de casa!” – e eu respondia: “Cinema? Que isso Vô! É só uma simples televisão! Todo mundo tem!” Mas era a realidade. O cinema não era exatamente o problema em si, mas o tempo que ele ia lentamente roubando. As horas e os dias eram curtos porque o cinema ia tomando todo o tempo para si. Essa era a razão de suas lágrimas.
As nossas lágrimas vieram com a notícia que ele estava com Leucemia e que a doença estava vencendo com rapidez. A última vez que o vi, foi na Santa Casa de Misericórdia, quando todos saíam do seu quarto na hora da visita. Eu, menino, com doze anos, curioso voltei e abri a porta, dando mais uma olhada pra ele. Ele acenava pra mim. Corri para beira de sua cama e coloquei o ouvido na sua boca para ouvir o que dizia aquele sussurro febril. Ouvi uma frase que eu já tinha lido tantas vezes, mas nunca tinha digerido a sua mensagem. Ouvi a frase que estaria soando dentro de mim pra sempre. A frase que deixo para meus filhos de fé e para minhas filhas também!
Ele dizia: “Luizinho, SÊ FIEL ATE A MORTE!
Nos veremos na manhã da primeira ressurreição. Aguardo esse dia.
Cristo voltará, eu sei que voltará. Sinais apontam sua vinda. 0uça essa voz, vem ser mais um de nós.
Ouço os passos de um Deus que se aproxima.

“Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”. Tiago 4:14
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